terça-feira, 10 de abril de 2018

PROJETO BURN BOOK - MARÇO

Olá, bebês! 

Este é o resumo de um mês que começou meio bosta... Pelo menos, até a primeira quinzena de março! A sensação foi de estar num looping do mês anterior.

Projeto Burn Book, PBB, Summertime Sadness
Créditos: Pinterest

Infelizmente, minha impaciência continua firme e forte, contribuindo para alguns momentos desconfortantes de embates com familiares. Por mais que eu os ame e, atualmente, tenha uma boa convivência com eles, não permito que invadam meu espaço... Aliás, esse é o principal motivo por trás dos meus conflitos sociais e também, por ser considerada como alguém de gênio forte: Ter opinião. E acreditem, esse é o julgamento de pessoas que tem grande proximidade comigo - não prendo ninguém a mim mas, se permanecer ao meu lado, exijo que me aceitem como sou!

Vocês se lembram quando comentei sobre a necessidade da distração? Pois é... Se não fosse um rápido passeio ao Subway com minha irmã e filha, para jogar conversa fora, eu teria falhado nesse objetivo! E admito, tenho dificuldades em me distrair - falando em Subway, para vegetarianos, veganos ou quem é adepto de alguma dieta específica, existe a opção de salada agora, onde você pode escolher os ingredientes, assim como no sanduíche.

Ao menos, março foi produtivo:

• Game: Call of Duty - Modern Warfare 3

Saí da zona de conforto, então não tenho experiência com jogos de tiro em primeira pessoa. Sendo assim, o ponto negativo que posso citar é a duração do Modo Campanha, que poderia ser mais duradouro. Porém, em suma, um ótimo jogo!



O enredo é ambientado nos eventos que deram início à Terceira Guerra Mundial entre os Estados Unidos e Rússia, ampliando sua ofensiva para países europeus. A Task Force 141 conta com aliados no Oriente Médio, Ásia e África, ou seja, o jogador participa de missões em outras unidades também. O Capitão Price e sua unidade são os protagonistas dessa seqüência e tem, como principal objetivo, capturar o ultranacionalista e antagonista, Vladimir Makarov.

• Série: Young Sheldon



Young Sheldon é um spin-off de The Big Bang Theory. Uma série cômica, ambientada durante a infância do personagem mais icônico, Sheldon Cooper. Mais precisamente, aos nove anos de idade, passando por situações cotidianas e vivendo com sua família no Leste do Texas.

A série foi criada por Chuck Lorre e Steven Molaro - mesmos criador e produtor / escritor de TBBT -, juntamente com Jim Parsons, como produtor executivo e narrador.

Comparado à The Big Bang Theory, a única semelhança é o próprio personagem, Sheldon. O humor é ingênuo, tendo em foco o relacionamento familiar, mas principalmente, entre mãe e filho. Nela, você irá se familiarizar com alguns personagens já mencionados na série - que, na minha opinião, foram bem adaptados -, e o melhor - para quem tem filhos, claro - é que todos os públicos podem assistir, sem preocupações!

Obs.: Segunda temporada confirmada!

• Uma boa notícia...

A boa notícia, que na verdade é uma grande oportunidade, chegou até mim, antes da primeira quinzena do mês. Como de costume, não entrarei em detalhes até que este se torne um fato concreto mas, desde já, peço que me enviem energias positivas, como uma Genki Dama!

Eu refleti bastante - por isso, atrasei essa postagem - e pude concluir que necessito mesmo, conciliar minha criança interior com a maturidade das experiências vividas, porque as duas se complementam. Eu sou muito caseira, mas quando me tornei dona de casa e mãe, me abandonei. Por muito tempo, assumi várias responsabilidades e cara... Eu não “zerava” um jogo ou terminava uma série há tempos! Sabe, a simplicidade me alegra.

quinta-feira, 8 de março de 2018

ENTENDA O DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Olá, bebês! 

Primeiramente, quero parabenizar a nós, mulheres, pelo nosso dia! Mas, vocês conhecem as manifestações econômicas, sociais e políticas envolvidas, que contribuíram para a criação dessa data? Se não, hoje vou contar alguns fatos históricos que nos trouxeram essa grande conquista: o Dia Internacional da Mulher!

We Can Do It! - por J. Howard Miller, 1943.
We Can Do It! - por J. Howard Miller, 1943.

Existem dois relatos que teriam motivado, indiretamente, a data e ambos se passaram entre a Segunda Revolução Industrial e Primeira Guerra Mundial, nos anos de 1857 e 1911, nos Estados Unidos. São estes:

Greve Trabalhista de 1857: De 1850 à 1945, com os avanços científicos e tecnológicos na Inglaterra, França e Estados Unidos, nasce a Segunda Revolução Industrial. Os constantes desenvolvimentos nas áreas química, elétrica, do petróleo e aço aumentaram a produtividade industrial e, conseqüentemente, aumenta a quantidade de mulheres empregadas também. Nesse contexto, se inicia um período de longas jornadas de trabalho, porém com salários mais baixos, comparado aos homens.

Em 08 de março, houve a primeira greve trabalhista pelos direitos femininos, quando tecelãs reivindicaram tratamento digno - sofriam violência sexual e física -, redução de carga horária para 10 horas - eram 16 horas diárias -, salários iguais aos dos homens com mesmo cargo - recebiam um terço, apenas -, fim do trabalho infantil - comum na época - e licença à maternidade. As trabalhadoras foram, violentamente, reprimidas pela polícia.

Obs.: Não há comprovação histórica sobre os eventos ocorridos acima.

Trabalhadores na fábrica têxtil, Triangle Shirtwaist Company.
Créditos: Revista Fórum

Greve Trabalhista de 1911: Em 25 de março, houve outra greve trabalhista. Dessa vez, na fábrica têxtil Triangle Shirtwaist Company onde, aproximadamente, 146 trabalhadores morreram carbonizados, em maioria mulheres, vítimas de incêndio. Esse incêndio seria intencional, causados pelos próprios donos que, com ajuda da polícia, teriam acuado os trabalhadores dentro do prédio e ateado fogo. Há quem não acredite em incêndio intencional, mas sim, incêndio causado pelas péssimas condições do local.


Incêndio na Triangle Shirtwaist Company - NY Herald, 1911.
Créditos: ArtsJournal

Dois anos antes, em 1909, a Triangle Shirtwaist Company negou assinar um acordo coletivo, durante a Greve das Costureiras, se tornando conhecida pela imprensa.

Em 03 de maio de 1908, o primeiro Dia Nacional da Mulher foi comemorado nos Estados Unidos, através de uma manifestação por igualdade econômica e política no país, que reuniu mil e quinhentas mulheres.


Primeiro Dia Nacional da Mulher.
Créditos: WarmOven
Em 1909, o Partido Socialista dos EUA oficializou a data para 28 de fevereiro, com um protesto no centro de Nova York, reunindo mais de três mil pessoas e resultando numa enorme greve têxtil - 22 de novembro à 15 de fevereiro -, que fechou quase quinhentas fábricas.

Reivindicação das mulheres trabalhadoras.
Créditos: WarmOven

Em 1910, com o objetivo de homenagear as lutas femininas, durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, foi proposto à criação de uma data anual para comemorar os direitos femininos, sendo aprovado por mais de cem representantes, de 17 países.


II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas.
Créditos: WarmOven
De 1914 à 1918, com a Primeira Guerra Mundial, surgiram mais protestos ao redor do mundo. Em 08 de março de 1917 - 23 de fevereiro no calendário Juliano, adotado pela Rússia -, aproximadamente, noventa mil pessoas se reuniram para protestar contra Czar Nicolau II, pelas más condições trabalhistas, fome e a participação russa na guerra, conhecido como "Pão, Paz e Terra" - a data se consagra, mesmo sendo oficializada como Dia Internacional da Mulher em 1921.

Protesto "Pão e Paz", Rússia.
Créditos: Libération

Em 1945 - mais de vinte anos após o protesto na Rússia -, a ONU assina o primeiro documento internacional que declara a necessidade de igualdade entre homens e mulheres, conhecido com "A Carta da ONU".

Após esses eventos, a data caiu no esquecimento e só foi recuperada pelo movimento feminista, durante os anos de 1960. Mas finalmente, em 1977, por livre e espontânea pressão a Assembléia Geral da ONU reconhece nosso "08 de março" como Dia Internacional da Mulher!

As lutas femininas pelo direito à igualdade econômica, social e política são tão antigas, quanto os fatos históricos narrados aqui. Esse é um resumo, apenas!

"O oito de março deve ser visto como momento de mobilização para a conquista de direitos e para discutir as discriminações e violências morais, físicas e sexuais ainda sofridas pelas mulheres, impedindo que retrocessos ameacem o que já foi alcançado em diversos países" 

- Maria Célia Orlato Selem, mestre em Estudos Feministas e doutorada em História Cultural.